Plataforma cívica «Aeroporto fora, Lisboa melhora» lança petição pública pelo fim dos voos nocturnos no aeroporto Humberto Delgado

A nova plataforma cívica «Aeroporto fora, Lisboa melhora» escolheu como primeira acção o lançamento de uma petição pública pelo “Direito ao sono” dos cidadãos de Lisboa afectados pelo aeroporto, exigindo «o fim definitivo dos voos nocturnos no Aeroporto Humberto Delgado”:  https://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT114394

A plataforma lembra que o Aeroporto de Lisboa é o único grande aeroporto internacional que ainda funciona dentro de uma capital europeia, que fustiga mais de 200.000 cidadãos de Lisboa com 600 voos por dia, sendo que mais de 20.000 voos por ano são no período das 23:00 às 07:00. Os outros aeroportos europeus com um potencial de afectação da população semelhante ou inferior encerram todos à noite (salvo excepções e emergências).

Não é o caso de Lisboa, onde são permitidos 26 voos por noite e 91 por semana entre as 0:00 e as 06:00, os quais são muitas vezes superados.

A plataforma tem como objectivo o fecho do actual aeroporto, assim que estiver construído o novo aeroporto de Lisboa. Mas, como objectivo urgente, enquanto o novo aeroporto não está construído, a plataforma exige que os voos terminem durante o período nocturno.

Na sessão de lançamento da plataforma, no dia 19 de Novembro, acorreram dezenas de cidadãos à biblioteca dos Coruchéus, em Lisboa, a querer partilhar as suas queixas:

·        Um estudante no ISCTE não se consegue concentrar e tem as aulas constantemente interrompidas.

·         Um investigador sente dor física com as vibrações, tem muitas dificuldades em trabalhar por causa do ruído constante e acorda quotidianamente às 5h da manhã.

·        Um morador de Camarate sofre duplamente porque sente os efeitos em casa e também em Lisboa onde trabalha.

·        Uma moradora do Bairro de Santos tem uma doença que suspeita ter sido agravada pelos aviões e não pode usar toda a sua casa pela mesma razão.  

·        Outra moradora do Bairro de Santos tem o aeroporto dentro de casa todos os dias e desespera pelo dia em que seja encerrado.

·        Uma mãe de Alvalade diz que o aeroporto afecta profundamente a vivência do espaço público da cidade, implica por exemplo que não pode ter uma conversa com a filha sem ser interrompida. ·        Um morador do bairro do Rego refere que lhe cai fuligem no terraço.

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